quarta-feira, janeiro 27, 2010

O despertar.

O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, como guinandas estranhas e calmarias arrastadas. Mas passa. Até para mim.
 
Lua Nova

terça-feira, janeiro 26, 2010

Só é.

O que fazer desta história? Também não sei, dou-a de presente a quem quiser, pois estou enjoada dela. Demais até. Às vezes me dá enjôo de gente. Depois passa e fico de novo toda curiosa e atenta.
É só.

C. L.

Pra registrar!

Que frio que me dá o encontro desse olhar.

Tom Jobim.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Lua Nova

Era uma coisa assustadora, essa sensação de que um buraco havia sido construído no meu peito, fazendo meus órgãos vitais pararem de funcionar e deixando-os em trapos, com cortes não curados nas beiradas que continuavam doendo e sangrando mesmo com a passagem do tempo. Racionalmente, eu sabia que meus pulmões deviam estar intactos, mas mesmo assim eu lutava por ar e minha cabeça rodava como se os meus esforços não me levassem a nada. Meu coração devia estar batendo também, mas eu não conseguia ouvir o barulho da pulsação nos meus ouvidos; minhas mãos pareciam azuis de frio. Eu me curvei, abraçando minhas costelas pra me manter junta. Eu procurei pela minha torpência, minha negação, mas elas tinham me abandonado. E mesmo assim, eu achava que podia sobreviver. Eu estava alerta, eu sentia a dor – a dor da perda que irradiava do meu peito, mandando ondas de dor pelos meus órgãos e minha cabeça – mas era suportável. Eu podia sobreviver. Eu não senti que a dor tinha diminuído com o tempo, mas eu tinha ficado forte o suficiente pra suportá-la. O que quer que tenha acontecido essa noite – fossem os zumbis, a adrenalina, ou as alucinações os responsáveis – isso me acordou. Pela primeira vez em muito tempo, eu não sabia o que esperar pela manhã.

Tempo de delicadeza.

'Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se necessário for, cruelmente delicados.'

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Louca.

'Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos. Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.'

Martha Medeiros

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Segunda-feira, 11 de janeiro de 2010.

Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases.

Caio F.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Sossego.


domingo, janeiro 03, 2010

É necessário ter o caos aqui dentro para gerar uma estrela.
 
Friedrich Nietzsche

sexta-feira, janeiro 01, 2010

FELIZ ANO NOVO!