quarta-feira, janeiro 28, 2009

Lembranças.

'Quando o tempo é guardado nunca é por inteiro. São pedaços de retalhos costurados que se traduzem em dizeres, escritas, sonhos, gestos e pontinhas de esperança. Esperança como aquele finalzinho do lápis de cor azul que já cabe na palma da mão. São pedaços que por si só são só pedaços. Mas se houver o tal do arremedo formam o tempo das lembranças. Usam-se colas. E delas, podem se formar abismos ou jardins.
É perigoso escrever porque o tempo que foi guardado volta a pairar dentro da gente. E se escreve para guardar o tempo. Assim mesmo, numa confusão absurda de horas, pessoas e palavras.'

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