quarta-feira, julho 16, 2008

Bem vindo à vida, não há saída.

'Oscilar é algo que constitui o próprio significado da vida. Hormônios, vontades, desejos, iras, buscas, encontros, afastamentos, arrependimentos, ofensas, desculpas... uai! Nem todos os dias se ama chocolate do mesmo jeito! Nossas convicções não foram sempre estáticas, e talvez sejam, quem sabe, só até agorinha. Nosso ódio não se expressa da mesma forma em todos os momentos. Às vezes com um riso amarelo, mordendo a boca a ponto de contrair os músculos do pescoço, outro, com palavras, ferindo com pensamentos. E outro, (ha! esse é o mais divertido!), jogando uma panela com bastante água fervente!

Ora, somos oscilantes no peso, no interesse em conversar, de estar próximo de um amigo. Na carência de um beijo, na certeza dos defeitos que fazem quem realmente somos, na confiança que damos aos nossos olhos e de suas interpretações. Oscilamos no respeito que temos por uma pessoa, na antipatia que sentimos por outra e no valor dos fatos. E é nessa oscilação que vamos percebendo que tudo isso é algo do que entendemos como vida. Mesmo que em alguns momentos seja preciso ser "estático" ou "rígido", não há saída, bem vindo à vida. Ela é oscilante em seus fatos e interpretações e faz com que também sejamos oscilantes nisso ou naquilo, querendo ou não.

E hoje, especialmente hoje, me senti assim. Não num surto de integridade, não oco de razão, não extremamente sóbrio, não loucamente apaixonado, não compreensivo, não incisivo, não feliz, não odioso, não vingativo, não amigo, não saudoso, não autônomo. Me senti como tudo na vida: vivo... oscilante.'

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