quarta-feira, março 12, 2008

Terça-feira, 11 de março de 2008.

Odeio que queiram me fazer entender o que eu já entendo faz tempo. Não me digam o que fazer se eu não perguntei. Não se metam na minha vida. Não pensem que sabem mais de mim do que eu mesma. Não tirem conclusões das minhas atitudes, ou falta delas. São todas baseadas em fatos.
Odeio pessoas que não possuem vida própria e seus desejos se baseiam em méritos de terceiros. São desejos que surgem de fora para dentro, e nunca, de dentro para fora. É como se essas pessoas fossem ocas.
Eu gosto de gente que seja o meu oposto ou não tão similar, que tenha sonhos, idéias, opiniões, ilusões, estilos, ou todas essas coisas que tornam pessoas parecidas, diferente de mim. Elas não me cansam tanto assim. Uma pessoa se torna interessante quando tem algo pra oferecer diferente do que você já está acostumado, por isso nunca tive melhores amigos que fossem parecidos comigo.
Além do meu problema em cultivar qualquer tipo de relacionamento, minha outra dificuldade é relembrar acontecimentos. Esqueço de fatos, mentiras ou verdades, esqueço. O que fica das supostas lembranças e momentos, são os sentimentos dentro de mim pelo que vive. A saudade de uns e o abuso de outros. Resumiu-se basicamente nisso. Saudade, abuso. Abuso, saudade.
E já que estou relevando algumas coisinhas, porque não salientar meu ciúme. Ciúme é medo de perder, perder o que você possui, no entanto ciúme é possessividade. Sou uma pessoa ciumenta e possessiva. Logo, egoísta. Isso é feio, eu sei. Desde que me conheço por gente sou assim, mas esses sentimentos nunca transpareceram tão bem como vêm fazendo há meio ano. E Deus criou o amor e o Diabo inventou o ciúme.
E com todas essas voltas que o mundo dá, a cada volta saio modificada, sou constantemente uma volta mais experiente. E isso faz diferença, mas não me torna menos ciosa. Risos.


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