quarta-feira, janeiro 30, 2008

Eu só queria um namorinho de portão.

'Não, você não precisa ter o abdômen do mocinho da novela, afinal eu adoro meus peitos naturais que se mexem de leve quando eu corro e desaparecem um pouco quando eu emagreço demais. Acho até que posso ficar com sua barriga pra sempre, mas já faz tempo que não acompanho nem uma semana seguida de qualquer novela.
Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo. Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Folha, mas gostaria muito que a gente esquecesse das mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com água sem bolhinhas.
Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Dane-se, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar.
Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito.
Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco?
Eu procuro você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado.
Só que estamos com um problema: vai ser um pouco difícil a gente se conhecer porque tenho evitado sair de casa.
Eu não odeio mais as garotas em série e seus namorados em série, eu não odeio mais a sensação de que o mundo está perdido e as pessoas lutam todos os dias para se parecerem ainda mais com o perdido ao lado, se perdendo ainda mais.
Eu não odeio mais quem cuida do corpo mas esquece da alma, quem cuida do cabelo mas esquece da mente, quem cuida da superfície mas faz eco por dentro, quem coloca um peito de silicone mas esquece de dar mais uma chance ao amor.
Eu não odeio mais a galera feliz em pertencer a um mesmo barco que não vai a lugar nenhum. Eu só acho isso tudo muito triste e prefiro não ver. Eu prefiro não fazer parte da feira que compete pra ver quem tem a casca mais bonita.
Voando eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis.
Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colan com as cores da bandeira americana.
Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite “aonde você vai” mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também.
Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo. Não existe o décimo quarto andar do meu prédio com 8 seguranças lá embaixo. Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente. Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador.
Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo. Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso?
Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos. Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer. Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade.'

É bonitinho, vai...
Hoje eu acordei meio romântica.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Enquanto.

'Atrás da porta do banheiro tem jornal. Embaixo da cama, ao lado do sofá, caído atrás do computador. Eu quero alcançar as folhas, as notícias, o mundo lá fora. Mas meus passos são tão lentos e monótonos e sofridos. Estou naquele pesadelo sem movimento e sem ação. Com a diferença que não tenho aquela vontade louca e angustiada de fazer xixi. Ou será que tenho? Não sei, não sinto nada. De tanto que sinto tudo, estou minuciosamente abandonada e apática.
Deito no escuro e isso me parece ser o máximo de que sou capaz. Não pensar em absolutamente nada é o limite da inteligência que posso chegar agora.
Nada me afeta, mas tudo sinaliza uma urgência distante. Como quase sofro por não poder nem tocar e nem resolver nada, sofro constante e leve. E isso me parece sem fim. Ainda que o sem fim, nesse caso, não tenho o peso do eterno. Mas apenas porque nada agora tem peso. Estou flutuando de tão leve, mas é embaixo do chão.
Posso ficar horas depilando a sobrancelha. E as horas passam, eu as vejo passando, mas não domino nada, não sou senhora de nada. Aceito essa falta de vontade, essa falta de ambição. Sou um mimetismo tão bem desenhado do nada que eu mesma não me encontro nele.
Respiro fundo e isso me cansa. Acabou a água mas o supermercado fica em outro mundo. Acabou o papel higiênico mas tem papel toalha. Sou um bicho limpinho, mas apenas por vício em ser limpinha. Estou no automático. Vaidade programada. A luz acabou mas tenho um gerador para esses momentos de crise. Um gerador vagabundo que só iluminha uma luzinha lá longe, dizendo pra mim que eu saí mais volto já.
Preciso pagar contas mas é tão absurdo ouvir aquela voz robótica da mocinha solícita que não acho um absurdo ficar assim mesmo, devendo ao mundo. Foram os homens, falhos, humanos, que fizeram as leis. Hoje não quero respeitar nada. Não por rebeldia, não por nada. Apenas porque querer cansa mais que respirar. E querer essas merdas de pagar contas e documentar a vida não passam de uma grande bosta.
Tudo dá um trabalho imenso. Queria existir sem ter de pagar por isso. Sem ter de apresentar um documento que prove minha existência. Queria existir sem pedir desculpas ou apresentar provas.
Acho tudo um grande porre. Um grandessíssimo porre. De vez em quando, no meio do porre, a gente arruma alguém pra fazer uma coceguinha no nosso coração. Mas aí, depois da coceguinha, a vida volta ainda mais tosca. E tudo volta um porre ainda maior.
Porque ninguém se mantém interessante ou mágico. Mas a gente espera, lá no fundo, perdido, soterrado e cansado, que a vida compense de alguma maneira. E a gente ganha dinheiro, compra roupa, aprende novas piadas, passa protetor labial. Só pra que a vida compense em algum momento. Só pra ganhar a coceguinha no coração. Coração burro, tadinho. Que preguiça desse coração burro.
E a pessoinha mortal e cheia de motivinhos legais pra ser feliz segue aprisionada por essa falta de alma. E minhas coisas vão se acumulando. E não há nada que eu possa fazer sem minha alma. A agenda vagabunda me espera, com datas, esperanças e meios de ganhar dinheiro. E eu sequer consigo virar a primeira página. E milhões de livros ganham silêncio. E músicas novas perdem meus buracos. E garotos falsos cognatos perdem meus buracos. E eu estou no escuro, com uma leve impressão de que preciso voltar para a vida, porque a vida está acumulando e depois eu não vou dar mais conta de ser eu. Mas que preguiça de ser esse eu aí. Esse ser cheio de vontades, certezas e vidas na ponta da caneta. Eu me espero como uma boneca murcha, ensacada pela minha falta de alma.
E meu creme para celulite da Nivea me espera, pela metade. E minha touca com flores vermelhas me espera, pendurada no registro. Meu porteiro fala “resisto” e também espera que eu volte. Eu e minhas imitações de porteiro. A papelada toda de coisas que eu sonhei e de sonhos que me empurraram, adivinhem? Também me esperam.
E essas coisas que vou conseguir, essas coisas que eu vou abandonar de vez e até essas coisas que eu nem sei que ainda preciso. Tudo isso aguarda por mim.
A casa tá quietinha coitada, nem a geladeira estrala mais aquele tanto. Estão todos querendo que eu volte, mas ninguém vai me encher, ninguém vai me apressar. Alma não é sonâmbula, nem metade, nem sombra. Por isso mesmo que às vezes demora tanto.'

Una verdad no dice nada!

Una palabra no dice nada
Y al mismo tiempo lo esconde todo
Igual que el viento que esconde el agua
Como las flores que esconde el lodo.

Quero ver o filme de novo e ouvir a música.
UNAAAAAAAAA PALABRAAAAA

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Delícia.

sábado, janeiro 26, 2008

If I lay here, if I just lay here, would you lay with me and just forget the world?

Alguém me leva daquiiiiiiiiiiiiiii.

Pouco ou muito.

Muito pra mim é tão pouco e pouco é um pouco demais.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Você me dói agudo e isso é grave.

Naquele dia senti
Que, finalmente,
Tua máscara ia cair
Definitivamente
Eu estava cansado
De te ouvir mentir

Meu corpo doía de um lado
Minha alma fervia do outro
De novo no mesmo lugar
E eu não queria estar ali

Tenho certeza que tu és o castelo
Onde o meu desejo mora
Mas me machuquei
Quando me aproximei
De tuas paredes de pedra

E tudo que sonhei
Me incomoda agora
Seja qual for o dia
Seja qual for a hora
Antes de pensar em me procurar
Me apague da tua memória

Porque já tranquei as portas
E escondi as chaves
Só não vi de que lado fiquei
De dentro, ou por fora, nem sei

Você me dói agudo e isso é grave,
Grave
Antes de te reencontrar
Sei que preciso voltar
A ser alguém

Alguém que saiba, pelo menos
Tudo aquilo que não quer
Alguém que tente
Atravessar o túnel no final da luz

Pois fiquei cego, surdo e mudo
E agora quero me esquecer de tudo
Pra descobrir em fim o que sobrou de mim
Que ainda me seduz

Se por acaso pensas que
Eu vou me perder por aí
Ainda vou gritar no teu ouvido
Que a vida é um parafuso sem fim

Que a cada volta
Aperta mais
E nunca afrouxa
Para trás
Só então saberás que
Desde o início eu já era assim

Você me dói agudo e isso é grave, grave



Adoroooo essa música. Mas nada de agudo, grave, máscara, mentira, procura, reencontro, sobra..

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Quarta-feira, 23 de janeiro de 2008.

As pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem, há o que são e nem sempre se mostra. Há os níveis não formulados, camadas inperceptíveis, fantasias que nem sempre controlamos, expectativas que quase nunca se cumprem e sobretudo, como dizias, emoções que nem se mostram.

Caio F.

#96345

'mas se você quer provar que é melhor do que alguém, você pode até ser, mas isso não convém... não me venha com perguntas, só me dê respostas, mas antes de ir embora, tire a faca das minhas costas'

terça-feira, janeiro 22, 2008

Ai ai ai..

Preciso dormir. Vem sono, vem ni mim.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Guns N' Roses.

So nevermind the darkness
We still can find a way
'Cause nothing lasts forever
Even cold November rain

sábado, janeiro 19, 2008

Cena final.

'Minhas palavras vieram sucessivamente acompanhadas de muitas vírgulas. Igualmente, minha vida. No momento em que as deixo de lado colocando um ponto término nestes meus versos vagos de amor começo a discorrer a existência, em si, de modo distinto. Coloco primeiramente um final a esta minha angústia, este sentimento sem nome que assombra meu peito, afasta-me de meu mundo, tira-me o sono, muda-me a personalidade. Junto a ela arquivo na gaveta das lembranças centenas de orações não ditas, tentativas frustradas de mostrar-me transparente e agradar qual não pode ser amimado.
É hora de localizar minhas pernas e seguir. Acoplado a este ar que ausenta-se de meus pulmões sinto esvair-se o mundo que transportava nas costas, aquele idealizado com exércitos e fortificação. A sensação de avaria, por espantoso que possa parecer, não me atenua, e sim, mostra-me horizontes abrangentes distantes destes bosques.
Chegada a hora de fechar-se as cortinas agradeço ao público que conservou-se até o final do espetáculo e vou-me embora com o coração abandonado e um sorriso nos lábios.
Imediatamente, ao dar início a minhas percepções sobre o amor, escrevo com os olhos acesos, a esperança de uma nova história. Em novo parágrafo, novo filme.'

quinta-feira, janeiro 17, 2008

À bunda

Olha, desta vez você passou das medidas. Só não boto você para fora, agora, porque é a sua cara dar escândalo.
Estou cheia de você atrás de mim o tempo todo. Fica se fazendo de fofa, enquanto, pelas minhas costas, chama a atenção de todo mundo para meus defeitos.Você está redondamente enganada se pensa que eu vou me rebaixar ao seu nível – o que vem de baixo não me atinge. Mas faço questão de desancar essa sua pose empinada.Por que nuncaencara as coisas de frente?Fica parecendo quetem algo a esconder. Poracaso, faz algumacoisa que ninguémpode saber?
Você é, e sempre foi, um peso na minha existência – cada papel que me fez passar... Diz-se sensível e profunda, mas está sempre voltada para aquilo que já aconteceu. Tenho vergonha de apresentar você às pessoas, sabia?Por que você nunca encara as coisas de frente, bunda? Fica parecendo que, no fundo, tem algo a esconder. Por acaso, faz alguma coisa que ninguém pode saber? O que há por trás de todo esse silêncio?Você diz que está dividida e que eu preciso ver os dois lados da questão. Ora, seja mais firme, deixe de balançar nas suas posições.Longe de mim querer me meter na sua vida privada, mas a impressão que dá é que você não se enxerga. Porque está longe de ter nascido virada para a lua e costuma se comportar como se fosse o centro das atenções.Bunda, você mora de fundos, num lugar abafado. Nunca sai para dar uma volta, nunca toma um sol, nunca respira um ar puro. Vive enfurnada, sem o mínimo contato com a natureza. O máximo que se permite é aparecer numa praia de vez em quando, toda branquela.Não é de admirar que esteja sempre por baixo. Tentei levar você para fazer ginástica, querendo deixar você mais para cima, mas fingiu que não escutou.Saiba que você não é mais aquela, diria até que anda meio caída. E vai ter que rebolar para mexer comigo, de novo, da maneira que mexia.Lembro do tempo em que eu, desbundada, sonhava em ter um pouquinho mais de você. Agora, acho que o que temos já está de bom tamanho. E, pensando bem, é melhor pararmos por aqui antes que uma de nós acabe machucada.Sei que qualquer coisinha deixa você balançada, então não vou expor suas duas faces em público. Mas fique sabendo que, se você aparecer, constrangendo-me diante de outras pessoas, levarei seu caso ao doutor Albuquerque*.Lamento, isso dói mais em mim do que em você, mas você merece o chute que estou lhe dando.
Duplamente decepcionada,
Fernanda Young.

Sorria, sorria, sorria!

Sorri
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios

Sorri
Quanto tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doloridos

Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

terça-feira, janeiro 15, 2008

Espaço Liso.

Eu amo a causa, e não a conseqüência
Eu amo o pensamento, e não a inteligência
Eu amo a loucura, e não a consciência
Eu amo a paciência, eu amo a paciência

Eu amo o deserto, a não a muralha
Eu amo o mergulho, e não a medalha
Eu amo suor, e não a toalha
Eu amo a batalha, eu amo a batalha

Eu amo a alma, e não a pessoa
Eu amo a cara, e não a coroa
Eu amo a corrida, e não a linha de chegada
Eu amo a estrada, eu amo a estrada

Eu amo o agora, e não a memória
Eu amo a luta, e não a vitória
Eu amo o fato, e não a história
Eu amo a trajetória, eu amo a trajetória

Eu amo o bem forte, e não o assim
Eu amo o papel, e não o cetim
Eu amo pra onde vou, e não de onde eu vim
Eu amo o meu meio, e não o meu fim


Moska para os meus ouvidos.

domingo, janeiro 13, 2008

Boa o suficiente...

pra abalar sua mente, ruim na medida pra destruir a sua vida.
MUAHAHAHAHHA

sábado, janeiro 12, 2008

Sábado, 12 de janeiro de 2008.

'Eu poderia voltar a falar de todas as coisas que me fizeram chegar até aqui. E seria, novamente, inútil. Primeiro, porque chegar aqui foi resultado do que não fiz, do que deixei de fazer, do que deixei de falar, do gesto que deixei de arriscar, da palavra ousada ou da arrogância errada. Não é uma questão de arrependimento, ressalto. Pelo contrário, é como olhar para trás e vislumbrar como todos os passos não dados foram fundamentais para essa trajetória. Também não é uma ode ao erro. Porque o equívoco é sempre um mistério, uma incógnita: nunca sabemos ao certo o que fazer após um erro. Pode vir a ser o pressuposto para o acerto, um aprendizado, um arrependimento. O equíovoco nunca mostra sua face no primeiro encontro.'

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Leveza.

'E a vida é cada vez mais cheia de graça. Os caminhos vão se colocando à minha frente. Como se existissem anjos estendendo um tapete para que eu passe em cima. E o fato de eu dizer isso não vem carregado de prepotência, apenas de uma sensação muito boa de leveza e equilíbrio. Uma paz que se instalou ao meu lado e que eu não quero perder nunca mais de vista.'

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Quarta-feira, 9 de janeiro de 2008.

'Não quero perguntar por que, pode-se perguntar sempre por que e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta para mim.'

CL

terça-feira, janeiro 08, 2008

Vício!


Vício! Vício! Vício! Vício! Vício!