sábado, julho 21, 2007

De dor, de nada, de tudo, de não saber.

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Tu sabia que teu nome faz a saudade cair feito uma tempestade, daquelas lotadas de raios e trovoadas, em cima de mim? Pois é, meu amor, ando carente do seu colo. Então, vim, com as letrinhas, tentar arrumar um meio de desafogar pelo menos um tiquinho. Vou logo direto ao ponto que me aflige: Eu não sei estar nesse lugar que eu estou. É isso e isso é sério, ., me ajuda. Eu fico o tempo inteiro querendo e desquerendo as coisas. Eu não estou sabendo mais lidar com essa oposição dentro de mim. Um passo pra frente vem sempre seguido de um passo para trás e eu não saio do lugar. E ao mesmo tempo, quando olho pra mim, me percebo num lugar totalmente novo e diferente. Eu acho que estou parada, mas na verdade nunca estou permanente em canto nenhum. Parece que uma entidade sobrenatural me muda de lugar por conta própria. Acho que essa entidade sobrenatural é o que convencionaram chamar de tempo. O tempo corre mesmo que a vontade não queira, não é? O tempo corre sem esperar por ninguém. É um juiz intransigente que dá o ponto de partida sem se importar em saber quando estamos prontos pra ir. Por quê ele não diz: em suas marcas, preparados, um, dois, três e já? Não, ele não faz isso. Vai e pronto. Não dá tempo de chegar na marca, tampouco de se preparar, muito menos de contar um, dois, três e já. Quando a gente vê, já foi. Pra quê essa aceleração toda? É um tempo tão apressado, ., que eu não dou conta. Quando vou pro mundo cronológico vejo que o que eu pensei que tinha acontecido semana passada já ta é completando aniversário. Tu não acha isso tudo muito louco?'

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