terça-feira, julho 24, 2007

Algum rancor desnecessário.

'Às vezes você luta mil vezes para não acreditar no que está à sua vista. Você faz de tudo para pensar que está delirando. Embora aconteça de todas as pecinhas do quebra-cabeça encaixarem perfeitamente. E você ainda assim insiste em pensar que está especulando. Você chega a sentir-se culpado por imaginar tal possibilidade. Mas chega uma hora que não dá mais. Você vislumbra claramente aquilo que se projetava com algum sentido apenas em sonho. Das entrelinhas se formam placas com luz néon na sua cara. A desconfiança vira certeza. A verdade sempre vem à tona. Por mais tempo que demore no limbo. Madre Tereza de Calcutá morreu há algum tempo. Eu nunca mais vou me culpar pelos meus pensamentos intuitivos. Estava na cara desde sempre. Bastava empreender alguma atenção mais dedicada no olhar. Nesse caso, tenho pena de quem enganou e não de quem foi enganado. É possível que até tenhas uma colheita vasta. Mas os frutos serão podres.'

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